
O endereço era no Leme. Como não tinha aonde estacionar, o marido ficou no carro enquanto ela foi buscar as chaves da casa que haviam alugado, na Região dos Lagos, para passarem as férias de verão com as crianças.
Entrou no prédio, pegou o elevador. Quando chegou ao sexto andar, percebeu que a porta estava trancada. Pela janelinha de vidro, viu uma senhora que lhe disse “Abre!’, quando ela disse “Não abre!”. A cena se repetiu algumas vezes, ela dizendo “Não abre!” e a senhora dizendo”Abre!”. Irritada, ela apertou o P e desceu. Chegou no carro assustada com a imagen da senhora repetindo “Abre!”, toda vez que ela dizia “Não abre!”
A caminho de casa, mais calma, ela se deu conta de que não havia senhora alguma!
Era apenas seu reflexo no vidro. E caiu na gargalhada!
Chorando na janela, ela olhava a igrejinha de Santo Antônio, toda iluminada. Pediu a Deus um sinal: se ele fosse ficar bom, queria que uma luzinha se apagasse. Viu uma luz piscar, mas achou que era ilusão de ótica. Foi então que, enxugando mais uma lágrima, viu todas as luzes apagarem e acenderem novamente!

Uma festa, um áquario.